Sweet Tuesday Morning

Temo os amores efêmeros. Temo voltar a lutar em vão, Os homens e os cavalos já estão exaustos, Já se perderam tantos soldados. Não se sabe porque as batalhas começaram Nem se um dia (de fato) acabam… Que o coração fique aonde a paz está… deitado na grama debaixo das árvores num dia de sol. 

Aug 18
Happiness is a warm gun.

Sabe…quando eu era menor, eu achava que toda passagem de ano teria de chover. Como se fosse um ritual do céu …chorar pelo tempo que não volta mais. Pelas lembranças que ficaram, pelas coisa que não quer lembrar. Eu sonhava com um dia seguinte brilhante e bonito, para começar o ano. Hoje eu entendo que as chuvas se formam por causa da áqua que evapora e, que só chovia no ano novo, porque era a época mais quente do ano. De uns anos pra cá…uns dois ou três…não chove mais no ano novo. E agora não sonho mais com dias seguintes bonitos. Começo o ano me preocupando com a escola. Se vou passar ou não..se vou pra faculdade ou não… Me preocupo…não com os dias bonitos, de chuva…tristes ou alegres. Talvez …ao contrário de todas as outras crianças da minah idade…por eu querer ser para sempre criança eu tenha crescido mais e mais rápido do que os outros. Me preocupar com coisas que não são tipicas de alguem de 16 anos…(não..não tenho e não terei filhos tão cedo) Hoje..olhando a chuva pela janela, fiz o que costumava fazer quando criança. Olhar o horizonte…aonde o sol ainda brilha… Aonde o céu tem cores em tons coralinos e felizes… E aonde ainda brilha os amanhãs brilhantes de verão. *texto escrito em Janeiro/2008*

Aug 18
Ensaio sobre dias de chuva.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 Eu não tenho grandes dons. Aliás, ainda não descobri em mim um dom…que possa ser considerado dom! Escrever, com certeza, não é um desses pseudo-dons. Mas tentarei a partir de hoje. É engraçado como passamos grande parte da vida procurando sentido para coisas que, na verdade, não têm sentido algum. Talvez nada tenha sentido… absolutamente nada. nem a vida. Mas sempre alguém inventa um..pra ficar mais fácil viver. (ou mais complicado…) Como…Amor! Convenhamos que não há uma resposta realmente definida para dizer o que é amor. Amor deve ser como oxigênio. Ninguém encherga, Ninguém sente, Mas está lá. E é impossivel viver sem ele. mas…para mim…amor é como areia. areia da praia…aquela bem fininha… imposivel de segurar nas mãos.. ou como… nuvens.. que ficam longe demais para poder pegar. ..Amor é mais como arte. que não se entende.. apenas se sente.. e se deixa levar pelo sentir. Não importa o que é…mas como se sente… Amor está por ai.. andando nas ruas, passeando nos parques, bebendo nos bares.. o dificil no amor… é achar Mas não achar qualquer um…achar o certo.. aquele que  encaixa perfeitamente a tudo. Até nas coisas que não tem encaixe. Não sei se achei. Não sei nem se vou saber. Talvez eu saiba… enfim. não importa.

Aug 18
Something.

segunda-feira, 9 de março de 2009 Eu gosto de saber das coisas. Como pessoas se conheceram, como se apaixonaram ou como viraram amigas.. porque escolheram tal profissão… essas coisas. Acho que isso me fazia gostar de história na escola. hahaha Eu gosto de ter coisas que me lembrem as pessoas. O cheiro delas, a caligrafia, a voz.. pensamentos, sentimentos, ideias…músicas. O jeito de abraçar, de beijar o rosto, o jeito de fazer carinho.. Eu gosto de saber porque as pessoas se vão… se separam. ainda que me contem, não achei uma desculpa plausível para isso. as pessoas vão embora de nossas vidas..assim, do nada. Tantas pessoas já foram.. sinto saudades. queria ser capaz de evitar as idas.. e de aceitar apenas as vindas. difícil.

Aug 18
Chuva me inspira….

segunda-feira, 6 de abril de 2009 existo num vazio solitário… pra que esperar por quem não vem? pra que crer em algo que não existe? existe sim. mas não aqui. os laços estão sendo desfeitos. quem desfez os laços? pra que me preocupar com laços que não são mais meus? onde foram os meus? talvez não tenham existido. foi ilusão. miragens que vem do sentimento. há coisas que temos que guardar em nós. sentimentos, ás vezes é uma delas. não que sejam superficiais. não, não são. são profundos… mas sentimentos sem resposta do tudo. sentir algo e não ter resposta suficiente. a resposta vem. vem. mas…não é só pra mim. pode ser pra mim e pra outro. quero um sentimento só pra mim. que seja de mão dupla. vai e vem. na mesma proporção. sentimento é um bicho selvagem. queria ter pra mim. mas ele …não se adapta. se contorce…finge. mas… não é meu. não quer morar aqui. então..deixar ir. é melhor.

Aug 18
Into the wild.

Sexta-feira, 11 de Junho, 2010 são 12h. encontro, beijo, abraço. “vamo ali comigo?” | “vamo” fui. depois, onibus. já atrasada. mas tudo bem…não fazia diferença. a companhia valia qualquer atraso. qualquer perda de tempo. no caminho, o segredo. ri. por desespero. cabeça baixa para não encarar. choraria, sem duvida. pra quê? “você merece a verdade” 14h15 trabalho. não trabalho. só penso no absurdo. poderia quebrar a cara de alguém. queria gritar. mas não podia. queria chorar. mas não podia. mas a atenção era zero. zero. mas a agonia era tudo. a decepção era o que corria nas veias a decepção … a decepção “como fui tola….. Tola…. TOLA!” metrô gelado. lágrimas caiam competindo com a velocidade dos passos… pessoas apressadas, correndo antes do sinal que indica o fechamento das portas. e eu sentada na plataforma. por que não tinha para onde ir. lágrimas, lágrimas, lágrimas, lágrimas, …. soluços silenciosos. ninguém poderia ouvir o ultimo volume do meu sentimento. não finalmente… um trem convincente pára na estação. rumo ao sul. entrei. lágrimas…lágrimas. uma, duas, três estações. desço …nem sei direito aonde.. muito menos sei por quê. pra quê? busca desesperada por paz. paz roubada a algum tempo…mas agora era pior. estava mutilada …mais que isso. era um campo de batalha. interno. externo. uma guerra na alma. no coração, uma guerra contra as lembranças. um turbilhão de pensamentos. entro em outro trem..três estações, desço. rua. chuva. frio..frio, muito frio… dentro e fora de mim. agora as declarações se mostravam inúteis, vazias, hipócritas os dias, as noites felizes…existiram? foi encenação? não sei mais…não quero me convencer de nada. nem disso…nem do contrário. a chuva molha meu rosto se misturando as lágrimas…o vento piora a sensação do frio e dos sentimentos. dói destruída. coração despedaçado. mais que isso. desfalecendo. nada podia ser concertado agora. A Augusta pareceu mais longa naquela noite. eu só queria encontrar um rosto amigo. um conforto…que não tenho a tempos. nada. só lágrimas. entrei em qualquer rua. e lá estavam. rostos conhecidos. mas nada iria tirar todo o sofrimento de mim. “O que você tem??” “é o dia, é o frio…é o trabalho. só” a dor é imensa. como eu queria não existir mais agora. eu poderia não existir mais agora. mas a dor não seria cortada. eu a levaria comigo. para aonde fosse. Insuportável. Insustentável. “Você merece a verdade” dois rivotril. mas não dormi. obrigada pelo dia.

Aug 18
Requiem for a pain.